Como fazer análise do solo? Recolha 10 a 20 subamostras em ziguezague, a 0 a 15 cm de profundidade (ou até 20 cm), misture-as num balde limpo, retire cerca de meio quilo de terra, identifique o saco e entregue-o a um laboratório de solos. Depois, compare o pH, a matéria orgânica, a CTC, a saturação por bases e os nutrientes com as classes que o laboratório indica para a sua cultura. 

Muitos produtores compram adubo e calcário às cegas, aplicam o que o vizinho aplica e só descobrem o erro na colheita. Se já passou por isto, não está sozinho, e o prejuízo costuma ser real: dinheiro gasto em produto que a planta nem consegue aproveitar.

A boa notícia é que existe um exame simples que mostra o que o seu solo precisa. Neste guia vai aprender a fazer a análise do solo do princípio ao fim, desde a recolha da amostra até à leitura do boletim, e a transformar cada número numa decisão para a sua machamba.

Vamos ver quando analisar, como recolher a amostra passo a passo, onde enviar em Moçambique, como interpretar o pH, a matéria orgânica, a CTC e os nutrientes, e um exemplo ilustrativo de como se vai do resultado à acção.

Porque é que a análise do solo vale a pena antes de adubar?

A cor e o aspecto da terra dizem pouco. Dois solos com a mesma aparência podem ter acidez, reservas de fósforo e capacidade de reter nutrientes muito diferentes. A análise do solo é o diagnóstico que se faz antes do tratamento: diz o que falta, o que sobra e o que está a bloquear a planta.

Esta ideia está na agenda do próprio sector. O Ministério da Agricultura defendeu, no lançamento do projecto SoiLFER-VACS, que a capacidade de análise do laboratório central de solos do IIAM é decisiva para saber que fertilizantes, que correctivos e que quantidades usar, evitando gastos desnecessários e danos ao ambiente (leia a notícia da AIM).

Há também evidência de campo. Num trabalho do IIAM com parceiros em Lichinga, no Niassa, os investigadores concluíram que definir critérios para interpretar a análise de solo e recomendar correctivos e fertilizantes é um passo indispensável para sistemas agrícolas sustentáveis no país (ver o resumo do estudo).

Na prática, uma boa análise do solo responde a três perguntas: o solo está ácido? Faltam nutrientes importantes? Tem matéria orgânica e textura para reter o que lhe aplicar? Só com estas respostas faz sentido decidir entre adubo orgânico ou químico e em que quantidade.

Quando e com que frequência fazer a análise do solo?

Para a maioria dos sistemas de culturas de campo, o material de formação da FAO sobre amostragem considera suficiente analisar cada campo pelo menos uma vez a cada três anos. Em solos com muita argila e nutrientes mais estáveis, pode-se espaçar mais. Em áreas de produção intensiva, com muito adubo, a análise anual ajuda a manter a fertilidade sob controlo (guia de amostragem da FAO).

O melhor momento é antes da campanha, com tempo de sobra. Se o resultado indicar calagem, o calcário precisa de semanas a meses para reagir no solo, por isso o ideal é colher a amostra pelo menos dois a três meses antes da sementeira (valor orientativo). Veja também as épocas de aplicação de fertilizantes para encaixar a análise no calendário agrícola.

Evite colher a amostra nos seguintes casos:

•       Logo depois de aplicar adubo, calcário ou estrume, porque o resultado fica distorcido;

•       Com o solo encharcado, logo após chuvas fortes;

•       Em manchas que não representam a machamba (formigueiros, antigos currais, locais de queima).

O que precisa para colher a amostra de solo?

Não são precisos equipamentos caros. Reúna:

•       Um trado, uma pá ou uma enxada limpa (para análise de micronutrientes, prefira ferramenta de aço sem ferrugem);

•       Um balde de plástico limpo, que nunca tenha tido adubo, cal ou produtos químicos;

•       Sacos de plásticos limpos ou de papel, um por amostra;

•       Etiquetas e um marcador resistente à água;

•       Um caderno ou o telemóvel, para anotar a localização, a cultura anterior e a cultura que pretende plantar.

Como colher a amostra de solo passo a passo?

Amostra de solo ensacada e etiquetada ao lado do trado

A maior fonte de erro numa análise não está no laboratório, está na amostra. Uma pequena quantidade de terra tem de representar hectares inteiros, por isso o método importa. Siga estes passos.

1.     Divida a machamba em talhões homogéneos. Separe áreas com cor, textura (arenosa ou argilosa), declive, cultura anterior ou histórico de adubação diferentes. Cada talhão dá origem a uma amostra composta própria. Uma zona baixa que alaga e uma zona alta e seca nunca devem ir no mesmo saco.

2.     Marque o que deve evitar. Fique longe de formigueiros e cupinzeiros, antigos currais, montes de estrume, locais onde queimou restos, bordas da machamba, caminhos, fossas e a sombra de árvores grandes.

3.     Percorra o talhão em ziguezague. Em cada talhão, escolha entre 10 e 20 pontos de recolha espalhados por toda a área. Quanto mais pontos, mais fiável é a amostra, porque as diferenças pequenas entre locais se compensam.

4.     Limpe a superfície em cada ponto. Raspe folhas, palha e restos vegetais, sem retirar terra. A matéria orgânica solta à superfície não faz parte da amostra.

5.     Abra o buraco e retire a fatia de terra. Com a pá, abra um buraco em forma de V até à profundidade escolhida e corte, de um dos lados, uma fatia fina de terra, de cima a baixo. Guarde só essa fatia no balde. Com trado, basta introduzi-lo até à profundidade e retirar o tubo de terra.

6.     Use sempre a mesma profundidade. Para milho, arroz e outras culturas de raízes fibrosas, a referência é 0 a 15 cm. Em muitas culturas anuais usa-se também até 20 cm. O essencial é manter a mesma profundidade em todos os pontos e repeti-la nas análises seguintes, para poder comparar resultados.

7.     Misture bem. No balde, desfaça os torrões com as mãos limpas, retire pedras e raízes e misture até a terra ficar uniforme.

8.     Reduza para cerca de meio quilo (quarteamento). Espalhe a terra misturada numa lona limpa, divida-a em quatro montes, junte dois montes opostos, descarte os outros dois e repita até obter cerca de 500 g. Confirme com o laboratório a quantidade que pede.

9.     Ensaque e etiquete. Escreva o nome do produtor, o local ou coordenadas, o talhão, a profundidade, a data, a cultura anterior e a cultura que vai plantar. Se a terra estiver muito húmida, deixe-a secar à sombra, em local arejado, nunca ao sol forte.

10.  Entregue depressa. Quanto menos tempo a amostra ficar guardada, mais fiel é o resultado.

Nas fruteiras e outras culturas perenes, as raízes vão mais fundo. Pergunte ao laboratório se recomenda uma segunda amostra, por exemplo de 20 a 40 cm. Para o plano de adubação desses pomares, consulte o artigo sobre fertilizantes para plantas frutíferas.

Tabela 1: Quantas amostras compostas devo colher?

Situação da machamba Amostras compostas Pontos por amostra Nota
Terreno uniforme até cerca de 4 ha 1 10 a 20 Regra prática; na dúvida, divida em dois talhões
Terreno com zonas diferentes (baixa e alta, arenoso e argiloso) 1 por zona 10 a 20 em cada Nunca misture zonas diferentes
Horta caseira ou canteiros 1 por conjunto de canteiros iguais 10 a 15 Canteiros com adubações diferentes ficam separados
Pomar ou cultura perene 1 por bloco de plantas 10 a 20 Peça ao laboratório uma segunda profundidade (20 a 40 cm)
Mancha problemática (plantas fracas, crosta de sal) Amostra separada 5 a 10 Serve só para diagnóstico da mancha

 

Antes de colher, vale a pena rever como está o seu terreno. O artigo sobre como preparar o solo em Moçambique ajuda a perceber que trabalhos fazer depois de ter o resultado em mãos.

Onde fazer a análise do solo em Moçambique?

O laboratório central de solos do IIAM, em Maputo, é a referência nacional. Em Março de 2026, o Governo, através do IIAM, lançou a Rede Nacional de Laboratórios de Solos de Moçambique (MOSOLAN), com apoio da FAO e financiamento do Japão, para reforçar a colaboração entre laboratórios, harmonizar procedimentos e melhorar a fiabilidade dos dados de solos (notícia da FAO). Universidades e instituições de investigação com laboratório de solos fazem parte desse esforço.

Antes de enviar a amostra, contacte o laboratório e pergunte:

•       Que tipo de análise oferece e o que inclui o pacote básico;

•       Que método usa para medir o fósforo, porque o método altera o resultado;

•       O prazo de entrega do boletim e o preço;

•       Como quer a amostra embalada e onde a entregar;

•       Se o boletim traz as unidades e as classes de interpretação (baixo, médio, adequado, alto).

Se estiver longe de Maputo, peça apoio ao técnico de extensão do seu distrito ou à sua associação ou cooperativa, que podem agrupar várias amostras num só envio. Sempre que possível, use o mesmo laboratório de ano para ano, porque assim os resultados são comparáveis.

Que análises pedir?

•       Análise química de rotina: pH, matéria orgânica, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, alumínio, acidez potencial, CTC e saturação por bases. É a base de qualquer decisão de adubação e calagem.

•       Textura (areia, silte e argila): ajuda a interpretar o fósforo e a decidir se deve parcelar os adubos.

•       Condutividade eléctrica (salinidade): importante em zonas costeiras e em regadios com água de qualidade duvidosa.

•       Micronutrientes: peça quando há sintomas nas plantas ou culturas muito exigentes.

Como interpretar os resultados da análise do solo?

Técnico e produtor a interpretar o boletim de análise do solo

Quando o boletim chegar, vai ver muitas siglas e números. Não se assuste: são poucos os que mandam na decisão. Comece pelas unidades, que variam entre laboratórios. Os nutrientes em mg/kg correspondem ao que algumas tabelas escrevem como ppm. Os catiões trocáveis (cálcio, magnésio, potássio, alumínio) vêm em cmolc/kg, equivalente a meq/100 g. Se vier em mmolc/kg, divida por 10 para obter cmolc/kg.

Três valores calculam-se a partir dos outros e costumam vir no boletim:

•       Soma de bases (SB) = cálcio + magnésio + potássio (+ sódio, quando medido);

•       CTC (capacidade de troca de catiões) = SB + acidez potencial (H + Al);

•       Saturação por bases (V%) = SB ÷ CTC × 100.

Uma regra de ouro: compare o seu resultado com as classes do laboratório que fez a análise, e não com tabelas de outros países. A Embrapa, do Brasil, publica classes de interpretação muito usadas (documento de referência da Embrapa), mas elas foram calibradas para solos e métodos brasileiros. Use-as como referência de leitura, nunca como substituto da recomendação do laboratório. A tabela seguinte dá faixas orientativas.

Tabela 2: Como ler os principais parâmetros do boletim (faixas orientativas)

Parâmetro O que mostra Leitura orientativa Decisão provável
pH (em água) Acidez ou alcalinidade do solo Abaixo de 5,5: ácido. De 5,5 a 6,5: faixa adequada para a maioria das culturas. Acima de 7,5: alcalino Ácido: calagem. Alcalino: investigar a causa com apoio técnico
Saturação por alumínio Risco de toxicidade para as raízes Abaixo de 15% da CTC é considerado aceitável Valores altos: calagem antes do adubo
Matéria orgânica Reserva de nutrientes, estrutura e retenção de água Abaixo de 2%: baixa. Acima de 3%: boa Composto, estrume curtido, adubos verdes e cobertura do solo
CTC Capacidade de reter nutrientes Abaixo de 5 cmolc/kg: baixa, típica de solos arenosos Parcelar os adubos e aumentar a matéria orgânica
Saturação por bases (V%) Parte da CTC ocupada por cálcio, magnésio e potássio Entre 60% e 80% é a faixa habitual Abaixo: calagem
Fósforo (P) Fósforo disponível para a planta Depende do método de extracção e da argila: use a classe do laboratório Baixo: adubo fosfatado de base
Potássio (K) Potássio trocável Cerca de 2% a 5% da CTC Baixo: adubo potássico, em doses divididas em solo arenoso
Cálcio e magnésio Bases para a planta e para a correcção da acidez Use as classes do laboratório Magnésio baixo: calcário dolomítico em vez de calcítico
Condutividade eléctrica Teor de sais solúveis Abaixo de 2 dS/m, em geral sem problema Acima: melhorar a drenagem e lavar os sais
Textura Proporção de areia, silte e argila Arenosa, média ou argilosa Arenosa: adubar em várias vezes. Argilosa: cuidar da drenagem

 

Acidez: pH e alumínio

É o primeiro número a olhar. Em solo ácido, o alumínio ataca as raízes e nutrientes como o fósforo ficam presos e inacessíveis. Nesse caso, de pouco adianta gastar em adubo antes de corrigir o pH. O artigo como corrigir solos ácidos com calagem explica o processo completo.

Matéria orgânica e CTC

Os solos arenosos, comuns em muitas regiões do país, costumam ter CTC e matéria orgânica baixas. Retêm pouco, e os nutrientes são arrastados pela chuva. A resposta passa por aumentar a matéria orgânica e dividir os adubos em várias aplicações.

Fósforo, potássio e saturação por bases

Estes valores dizem o que falta aplicar. Mas atenção ao fósforo: o mesmo solo pode dar números diferentes consoante o método do laboratório. Por isso, o que conta é a classe que o laboratório atribui, e não o número isolado.

Como transformar o resultado da análise do solo em decisões?

Depois de ler o boletim, siga uma ordem lógica: corrija primeiro a acidez, depois construa matéria orgânica, complete o fósforo e o potássio e, por fim, planeie o azoto em função da cultura. Pedir ao laboratório ou a um técnico a recomendação de doses para a sua cultura é o passo mais seguro. A tabela seguinte resume as situações mais comuns.

Tabela 3: Do resultado à acção

Se o boletim mostra Significa que Acção provável
pH baixo e alumínio alto O solo está ácido e as raízes sofrem Calagem meses antes da sementeira, antes de qualquer adubo
Matéria orgânica e CTC baixas O solo retém pouco e perde nutrientes Composto, adubos verdes, cobertura do solo e adubação parcelada
Fósforo baixo Falta fósforo para raízes e arranque da cultura Adubo fosfatado aplicado na linha ou na cova, na sementeira
Potássio baixo Culturas mais fracas e sensíveis ao stress Adubo potássico, dividido em duas aplicações em solo arenoso
Condutividade eléctrica alta Excesso de sais no solo Melhorar a drenagem, lavar os sais e rever a água de rega
Tudo na faixa adequada O solo está equilibrado Adubação de manutenção e nova análise dentro de três anos

 

Exemplo ilustrativo: de um boletim a um plano para o milho

 Atenção: este é um exemplo ilustrativo, construído para explicar o método. Não é um caso real nem um testemunho de produtor.

Imagine o Joaquim, um produtor fictício, que quer plantar 2 hectares de milho num solo arenoso da zona Centro do país. Ele colhe a amostra seguindo os passos acima e recebe um boletim com estes valores: pH 5,1; saturação por alumínio 22%; matéria orgânica 1,4%; CTC 4,2 cmolc/kg; saturação por bases 38%; fósforo na classe baixa; potássio 0,08 cmolc/kg (cerca de 1,9% da CTC).

A leitura é directa: solo ácido, com alumínio acima do aceitável, matéria orgânica e CTC baixas, e fósforo e potássio em falta. A primeira acção é a calagem. Uma fórmula muito usada é a da saturação por bases: necessidade de calcário (t/ha) = CTC × (V2 − V1) ÷ PRNT, em que V2 é a saturação que se quer atingir, V1 a actual e PRNT o poder relativo de neutralização do calcário, em percentagem.

Com V2 de 60%, V1 de 38% e calcário de PRNT 80%, o cálculo é 4,2 × 22 ÷ 80, que dá cerca de 1,2 t/ha, ou cerca de 2,3 t nos 2 hectares. Este valor serve só para ilustrar. A dose real deve vir da recomendação do laboratório ou de um técnico.

Escolhendo calcário dolomítico, o Joaquim corrige a acidez e fornece magnésio. Aplica-o dois a três meses antes da sementeira, junta composto para subir a matéria orgânica e planeia fósforo na sementeira e potássio dividido em duas vezes, por causa da CTC baixa.

Para o restante maneio da cultura, o caminho é o artigo sobre produção de milho. Os ensaios de campo em Lichinga reforçam o ponto: mesmo quando a resposta do milho é modesta, fósforo e potássio não devem ser dispensados.

Que erros estragam uma análise do solo?

•       Colher a terra num único ponto, em vez de uma amostra composta;

•       Misturar no mesmo saco zonas diferentes da machamba;

•       Recolher perto de estrume, formigueiros ou locais de queima;

•       Usar baldes ou ferramentas sujos, com restos de adubo ou cal;

•       Variar a profundidade de ponto para ponto;

•       Amostrar logo depois de adubar ou aplicar calcário;

•       Comparar números de laboratórios diferentes como se fossem iguais;

•       Deixar a amostra guardada muitos dias, húmida e fechada;

•       Enviar o saco sem etiqueta e sem histórico da área.

Perguntas frequentes sobre análise do solo

Quanto tempo demora o resultado?

Depende do laboratório e da época do ano. Pergunte o prazo no momento da entrega e peça a análise com antecedência, para que o boletim chegue antes de comprar insumos.

Quanto custa a análise do solo?

O preço varia conforme o laboratório e o pacote de análises. Peça o valor antes e compare-o com o que pretende gastar em adubo e calcário. Uma recomendação certa tende a evitar aplicações desnecessárias.

Posso usar um kit caseiro?

Kits e fitas de pH dão uma ideia aproximada, útil para uma primeira triagem. Mas não substituem o laboratório, porque não medem com rigor o fósforo, a CTC, o alumínio e a matéria orgânica.

Preciso de repetir a análise todos os anos?

Para a maioria dos campos, a cada três anos chega, segundo a orientação da FAO. Em produção intensiva ou depois de uma correcção grande, analisar todos os anos ajuda a acompanhar a evolução.

Conclusão

Fazer a análise do solo é um passo fundamental para conhecer as necessidades da sua machamba e tomar decisões mais acertadas antes de investir em fertilizantes e correctivos. Em vez de aplicar adubos por tentativa e erro, a análise permite identificar características importantes do solo, como o pH, a disponibilidade de nutrientes e possíveis desequilíbrios que podem limitar o desenvolvimento das culturas.

Antes da próxima campanha agrícola, escolha um talhão, recolha a amostra de acordo com as orientações recomendadas e envie-a para um laboratório, de modo a obter resultados que ajudem a melhorar a fertilidade do solo e a produtividade das culturas.

Quando receber o boletim de análise, procure compreender o significado de cada parâmetro e utilize os resultados para orientar a adubação, a aplicação de correctivos e o maneio da machamba, tendo também em conta a cultura que pretende produzir. Conhecer o solo é produzir com mais conhecimento, aproveitar melhor os recursos e evitar gastos desnecessários.

Já fez a análise do solo da sua machamba? Qual foi a maior surpresa que descobriu sobre a sua fertilidade? Partilhe a sua experiência nos comentários e envie este artigo a outros produtores que ainda aplicam fertilizantes sem conhecer as necessidades reais do solo.