Moçambique exporta gergelim há mais de 150 anos, uma actividade com raízes no período colonial, quando o produto começou a ganhar espaço nas rotas comerciais da costa do Oceano Índico.

A exportação de gergelim de Moçambique dirige-se principalmente para a China, a Índia e o Japão, os maiores importadores mundiais desta oleaginosa. O gergelim moçambicano é valorizado pela sua qualidade natural (alto teor de óleo, ausência de OGM, produção em solos tropicais virgens) e tem preços de exportação que variam entre 45 e 85 MZN/kg dependendo da qualidade, do grau de limpeza e do canal de venda.

Actualmente, a cultura representa uma oportunidade importante para o agronegócio nacional, sobretudo devido à procura internacional, liderada pela China, que em 2023 foi o maior importador mundial, com cerca de 36% das importações globais, avaliadas em 1,53 mil milhões de dólares.

A maior lacuna não é o mercado, que existe e cresce: é a qualidade e a organização da produção para atingir as especificações mínimas exigidas pelos compradores internacionais.

A produção moçambicana concentra-se principalmente nas províncias de Nampula, Cabo Delgado e Zambézia, com uma expansão recente para Gaza, onde a parceria entre o Governo e empresas chinesas poderá abrir novas oportunidades de produção e comercialização para os agricultores do Sul do país.

No mercado internacional, é importante distinguir o gergelim branco descascado (hulled) do gergelim natural com casca (natural ou unhulled), pois apresentam exigências, aplicações e preços diferentes.

Para competir nesses mercados, os produtores e exportadores devem garantir padrões rigorosos de qualidade, incluindo humidade máxima entre 6% e 7%, impurezas inferiores a 2% e ausência de micotoxinas.

Além disso, a rastreabilidade da origem ganha cada vez mais importância, especialmente entre compradores do Japão e da Europa, que valorizam a segurança, a qualidade e a transparência ao longo da cadeia de fornecimento.

Por que o Gergelim Moçambicano tem Vantagem Competitiva

O gergelim de Moçambique (Sesamum indicum) tem características que o diferenciam positivamente no mercado internacional. O país não usa culturas geneticamente modificadas (OGM), o que é um requisito de entrada em vários mercados europeus e japoneses.

Os solos tropicais virgens ou semi-virgens de Nampula e Cabo Delgado produzem gergelim com alto teor de óleo (50 a 55%), cor de grão uniforme e sabor intenso, características valorizadas pelos compradores asiáticos.

A produção moçambicana é maioritariamente de gergelim branco natural, o tipo mais procurado globalmente para uso culinário, produção de tahini (pasta de gergelim), óleo premium e snacks. A localização geográfica de Moçambique, com acesso directo ao Oceano Índico e portos como Nacala, Beira e Maputo, facilita a logística de exportação para a Ásia.

Parceria sino-moçambicana em Gaza (2023)

Em Dezembro de 2023, empresas chinesas anunciaram a instalação de um centro de transformação e exportação de gergelim junto à doca de Chonguene, na província de Gaza, em parceria com o governo moçambicano.

Na primeira fase, os parceiros chineses comprometem-se a fornecer semente qualificada, transferir tecnologia de produção e absorver toda a produção de gergelim de Gaza.

A governadora de Gaza, Margarida Mapandzene Chongo, anunciou a preparação de 366 hectares em todos os distritos da província para a massificação da cultura. Esta parceria abre uma oportunidade directa e segura de mercado para os produtores do Sul de Moçambique que queiram entrar na cadeia de exportação de gergelim.

Os Mercados Compradores e o que Procuram

China: o maior mercado do mundo

A China é o maior importador mundial de gergelim, absorvendo 36% das importações globais (USD 1,53 mil milhões em 2023). A demanda chinesa é impulsionada pela indústria alimentar (tahini, óleo de gergelim, snacks), pelos supermercados e pela cozinha tradicional.

A China compra gergelim natural com casca (natural sesame) de vários países da África Subsaariana, incluindo Ethiópia, Nigéria, Sudão e, com crescimento recente, Moçambique. Os compradores chineses valorizam o gergelim branco com humidade abaixo de 6%, impurezas abaixo de 2% e ausência de aflatoxinas.

Índia: transformação e re-exportação

A Índia é simultaneamente um grande produtor e um grande importador de gergelim. Importa gergelim natural africano para processar (descascar, limpar, torrar) e re-exportar como gergelim sem casca (hulled) ou óleo de gergelim para mercados de alto valor no Oriente Médio e na Europa. O porto de Nacala, com ligação directa ao subcontinente indiano, é um ponto logístico estratégico para esta rota.

Japão: qualidade premium

O Japão é o mercado mais exigente em termos de qualidade e rastreabilidade. Os compradores japoneses exigem gergelim com certificação de origem, residuais de pesticidas abaixo dos limites máximos japoneses (muito mais restritivos do que os europeus) e, idealmente, produção com práticas documentadas. O preço pago pelo mercado japonês é o mais alto mas a qualificação para entrar é a mais exigente. Moçambique ainda está em fase inicial de acesso a este mercado.

Oriente Médio e África do Sul

O Oriente Médio (Emirados Árabes, Qatar, Kuwait) tem procura crescente de gergelim para produção de tahini e doces tradicionais. A África do Sul, por sua vez, é um mercado regional acessível via transporte terrestre de Gaza e Maputo, com procura de gergelim natural para o sector de alimentos saudáveis e produtos orgânicos.

Regiões Produtoras e o Seu Potencial de Exportação

A produção de gergelim em Moçambique está concentrada no Norte e Centro do país, com expansão recente para o Sul. Cada região tem características agronómicas e logísticas distintas.

•    Nampula e Cabo Delgado: as províncias com maior tradição e maior volume de produção. Solos arenosos a franco-arenosos bem drenados, precipitação de 800 a 1.200 mm e temperatura média de 26 a 32°C criam condições óptimas. A proximidade do porto de Nacala é uma vantagem logística decisiva para a exportação para a Ásia.

•       Zambézia: produção crescente, especialmente nos distritos do interior (Mocuba, Milange, Namarroi, Mopeia, Morrumbala, Derre). A humidade mais elevada desta província exige colheita e secagem mais cuidadosas para atingir a humidade máxima de 6 a 7% exigida para exportação.

•    Gaza: província com crescimento acelerado impulsionado pela parceria com empresas chinesas. Clima mais seco e quente facilita a secagem natural pós-colheita. A localização no Sul facilita o acesso ao mercado da África do Sul e ao porto de Maputo.

•      Tete e Manica: produção emergente com potencial. Solos ácidos de algumas zonas podem limitar a produtividade sem correção de pH.

Especificações Técnicas Exigidas para Exportação

A qualidade do gergelim é o maior determinante do preço recebido e da possibilidade de acesso aos mercados internacionais. As especificações abaixo são as mínimas para a maioria dos compradores internacionais:

•       Humidade: máximo 6 a 7%. É o parâmetro mais crítico. Gergelim com humidade acima de 7% desenvolve fungos durante o transporte marítimo (que dura 15 a 30 dias) e é rejeitado ou fortemente penalizado no preço. A secagem natural ao sol durante 3 a 5 dias após a colheita é o método mais acessível em Moçambique.

•     Impurezas: máximo 2 a 3% (pedras, terra, grãos danificados, materiais estranhos). A limpeza é feita com peneiras manuais ou mecânicas. A presença de pedras é o problema mais comum na produção moçambicana e é solucionável com equipamentos de limpeza simples.

•   Aflatoxinas: máximo 10 ppb (partes por bilhão) para mercados europeus; mercados asiáticos são geralmente menos restritivos. As aflatoxinas são produzidas por fungos que crescem em gergelim húmido ou mal armazenado. O controlo da humidade durante o armazenamento é a principal medida preventiva.

•       Teor de óleo: mínimo 48 a 50% para variedades brancas de qualidade. O teor de óleo do gergelim moçambicano é naturalmente elevado (50 a 55%) em condições agronómicas adequadas.

•     Ausência de OGM: garantida pela ausência de culturas geneticamente modificadas em Moçambique. Vantagem competitiva face ao Brasil, que tem gergelim convencional, mas onde a pressão de OGM em outras culturas preocupa alguns compradores.

•       Pesticidas: dentro dos LMR (Limites Máximos de Resíduos) do mercado de destino. Para o Japão, os LMR são muito mais estritos do que para a China. O uso de pesticidas no gergelim moçambicano é geralmente reduzido, o que é uma vantagem.

 

Regra de ouro do gergelim para exportação:

Secar bem, limpar bem, armazenar seco. Estas três operações pós-colheita determinam 80% da qualidade final do gergelim. Um lote colhido em boas condições mas mal seco ou mal armazenado perde o valor de exportação. Um lote colhido em condições médias mas bem seco, limpo e armazenado pode atingir as especificações mínimas para a maioria dos compradores.

A Cadeia de Exportação: do Produtor ao Comprador Internacional

A cadeia de exportação do gergelim moçambicano tem vários intervenientes entre o produtor e o comprador internacional. Compreender esta cadeia é fundamental para o produtor que quer maximizar o preço recebido.

1. Produtor individual ou associação de produtores

O produtor vende o gergelim seco e limpo ao agente local, à cooperativa ou directamente ao exportador se tiver volume suficiente (geralmente acima de 5 toneladas). A venda directa ao exportador é mais rentável mas exige produção regular, qualidade consistente e capacidade de armazenamento.

2. Agente local ou cooperativa de compra

O agente ou cooperativa agrega produção de vários produtores, faz uma pré-limpeza e pré-classificação do gergelim, e vende lotes maiores ao exportador. Esta agregação é fundamental para que pequenos produtores com 500 kg a 2 toneladas consigam aceder ao canal de exportação.

3. Exportador registado

O exportador compra lotes de vários agentes, faz a limpeza final e a classificação em armazém com equipamentos adequados, realiza a análise laboratorial de qualidade (humidade, impurezas, aflatoxinas), trata da documentação de exportação (Certificado Fitossanitário MINAG, fatura, bill of lading) e contrata o navio ou contentor.

4. Comprador internacional (trader ou processador)

O comprador recebe o gergelim no porto de destino, faz a inspecção de qualidade e paga o exportador moçambicano. O pagamento é geralmente por carta de crédito (L/C) ou por transferência telegráfica (TT) após a apresentação dos documentos de embarque.

Preços e Como São Formados

O preço do gergelim para exportação é determinado pelo mercado internacional e expresso em USD por tonelada métrica. Em 2025 e 2026, os preços internacionais de gergelim branco natural variaram entre 1.200 e 2.000 USD por tonelada (equivalente a 75.000 a 125.000 MZN/t, ou 75 a 125 MZN/kg ao câmbio de 2026). O preço que o produtor moçambicano recebe é inferior a este valor porque inclui as margens do agente local e do exportador.

Preços orientativos do gergelim por canal em Moçambique (2026)

Canal de venda Preço orientativo (MZN/kg) Observação
Agente local na zona de produção 60 a 70 MZN/kg Preço mais baixo, máxima conveniência
Cooperativa ou associação de produtores 70 a 90 MZN/kg Agregação aumenta poder negocial
Exportador directamente 100 a 120 MZN/kg Exige volume mínimo e qualidade consistente
Venda para centro de transformação (Gaza) 100 a 120 MZN/kg Parceria chinesa: preço fixado por contrato
Mercado interno (Maputo, Beira) 90 a 120 MZN/kg Mercado menor, mais volatíl

Para acompanhar os preços actualizados do gergelim e de outras culturas comerciais em Moçambique, consulte a nossa tabela de preços agrícolas 2026.

Como o Pequeno Produtor Pode Aceder à Exportação

A exportação directa está fora do alcance de um produtor individual com menos de 5 toneladas, mas o acesso indirecto à cadeia de exportação está ao alcance de qualquer produtor que garanta qualidade consistente. As estratégias mais acessíveis são:

•       Filiação a cooperativa ou associação de produtores: a cooperativa agrega o gergelim de 20 a 50 membros, até atingir lotes de 10 a 50 toneladas que já interessam a exportadores. A cooperativa tem também mais poder de negociação do que o produtor individual.

•       Contrato com exportador local: alguns exportadores de Nampula, Beira e Maputo trabalham directamente com grupos de produtores, adiantando sementes ou insumos e comprando a produção a preço contratado. Esta modalidade (contract farming) reduz o risco de mercado para o produtor mas pode limitar a flexibilidade de preço.

•       Parceria com centro de Gaza: o centro de transformação e exportação de Chonguene está a comprar toda a produção de gergelim de Gaza. Para produtores das províncias do Sul (Gaza, Inhambane, Maputo), esta parceria representa o canal mais directo e mais seguro de acesso ao mercado de exportação.

Para estruturar correctamente a proposta de parceria com um exportador, incluindo as projeções financeiras necessárias, consulte o nosso guia sobre como fazer um plano de negócio agrícola em Moçambique. E para saber quais os fundos e programas que apoiam a expansão da produção de gergelim para exportação, leia o artigo sobre financiamento para agronegócio em Moçambique.

Documentação e Certificação Necessárias

A exportação de gergelim de Moçambique exige um conjunto de documentos que são maioritariamente tratados pelo exportador registado, não pelo produtor. No entanto, o produtor que vende directamente a compradores internacionais ou que quer aceder a programas de certificação premium deve conhecer os requisitos:

•       Certificado Fitossanitário: emitido pelo MINAG/MADER. Certifica que o gergelim está livre de pragas e doenças de quarentena. É obrigatório para qualquer exportação agrícola moçambicana.

•       Certificado de Qualidade: análise laboratorial de humidade, impurezas e aflatoxinas emitido por laboratório acreditado. O laboratório do IIAM ou do Instituto Nacional de Metrologia (INNOQ) em Maputo pode emitir estes certificados.

•       Licença de Exportação: emitida pelo MADER. O exportador registado trata desta licença.

•       Certificação orgânica (opcional): para mercados europeus e japoneses que pagam prémio por gergelim orgânico. O processo de certificação leva 3 anos de práticas documentadas e é feito por organismos de certificação internacionais como a Ecocert ou a Control Union. Moçambique tem potencial para certificação orgânica pela ausência histórica de agro-químicos em muitas zonas de produção.

•       Rastreabilidade de origem (crescentemente exigida): alguns compradores exigem que o lote seja rastreavel até ao grupo de produtores ou até ao campo. Sistemas simples de rastreabilidade (lote por aldeia, por cooperativa) podem ser implementados com apoio do SDAE.

 

Oportunidades e Desafios para 2026 e Além

Oportunidades

•     Procura chinesa em expansão: a China está activamente a diversificar as fontes de importação de gergelim, reduzindo a dependência da Etiópia (o maior fornecedor africano). Moçambique está posicionado para capturar uma quota crescente desta procura.

•   Centro de Gaza como catalisador: o centro de Chonguene pode funcionar como plataforma de agregação, processamento e exportação para o Sul e criar um efeito de demonstração para outras regiões.

•       Potencial de certificação orgânica: Moçambique tem condições para certificar grandes áreas como orgânicas, o que poderia triplicar o preço recebido face ao gergelim convencional.

•       Porto de Nacala: a expansão da capacidade do porto de Nacala e a melhoria da ligação ferroviária do interior reduzem progressivamente os custos logísticos de exportação do Norte.

Desafios

•       Qualidade inconsistente: o maior obstáculo. Muitos lotes moçambicanos chegam aos exportadores com humidade acima de 7% e impurezas acima de 3%, impedindo a exportação sem reprocessamento caro.

•    Fragmentação da produção: a produção em pequenas machambas de 1 a 5 hectares dificulta a agregação de lotes uniformes. A organização em cooperativas é a solução, mas avança lentamente.

•       Falta de equipamentos de processamento: peneiras mecânicas, secadores e armazéns adequados são escassos nas zonas de produção. O processamento rudimentar limita a qualidade do produto final.

•       Volatilidade do preço internacional: o preço do gergelim no mercado mundial é volátil e pode cair significativamente entre o momento da sementeira e o momento da venda. Contratos de produção prévios com compradores (forward contracts) reduzem este risco.

 

Para dados sobre o mercado internacional do gergelim, consulte o IFAD: Culturas Comerciais para Segurança Alimentar e Rendimento e as estatísticas da FAO: FAOSTAT Produção e Comércio de Gergelim.

Perguntas frequentes sobre exportação de gergelim de Moçambique

Qual é o maior comprador de gergelim de Moçambique?

A China é o maior destino do gergelim moçambicano, tanto em volume como em valor, impulsionada pela crescente indústria alimentar chinesa e pela política deliberada de diversificação das fontes de importação.

A Índia é o segundo destino importante, comprando gergelim natural para processar e re-exportar. Com a instalação do centro de processamento em Gaza, a conexão directa com compradores chineses está a tornar-se institucionalizada.

Qual a produção mínima necessária para exportar gergelim?

Para exportação directa, os exportadores registados trabalham geralmente com lotes mínimos de 5 a 20 toneladas. Para um produtor individual com 1 a 5 hectares, a produção esperada é de 500 a 4.000 kg, o que raramente atinge o mínimo de exportação directa. A solução é a agregação através de cooperativa ou associação. Uma cooperativa de 20 membros com 2 hectares cada pode agregar 10 a 16 toneladas por campanha, já dentro do intervalo de interesse dos exportadores.

Como secar o gergelim para atingir a humidade máxima de 6 a 7%?

A secagem ao sol é o método mais comum e mais acessível. Espalhar o gergelim em camadas finas (2 a 3 cm) em lonas ou esteiras colocadas num local limpo, seco e arejado. Revirar duas a três vezes por dia. Em tempo seco e com sol forte (como nas zonas de Nampula e Gaza), 3 a 4 dias são suficientes para atingir a humidade alvo.

Evitar secar no solo de terra directamente (contamina com areia e terra). Verificar a humidade com um medidor portátil de humidade de grãos, que custa 500 a 2.000 MZN e está disponível em lojas agrícolas de Nampula e Maputo.

Onde encontrar exportadores de gergelim em Moçambique?

Os exportadores de gergelim registados estão principalmente em Maputo, Nampula e Beira. O MADER e as Direções Provinciais de Agricultura (DPA) têm listas de exportadores registados por província.

Feiras agrícolas como a FACIM em Maputo são também um bom ponto de contacto com exportadores. Para a província de Gaza, o centro de Chonguene é o contacto mais directo para a exportação de gergelim.

O gergelim moçambicano pode ser vendido como orgânico?

Potencialmente sim, mas requer um processo formal de certificação de 3 anos. Muitas zonas de produção de gergelim de Moçambique usam pouco ou nenhum agro-químico, o que é um pré-requisito prático para a certificação.

A certificação é feita por organismos internacionais (Ecocert, Control Union) e o custo do processo é geralmente absorvido pelo exportador ou pelo comprador internacional que valoriza o produto orgânico. O prémio de preço pelo gergelim orgânico certificado pode ser 30 a 80% acima do preço convencional.

Conclusão

A exportação de gergelim de Moçambique tem mercado garantido e crescente, especialmente com a procura chinesa em expansão e a parceria de Gaza. A maior barreira não é encontrar compradores: é garantir a qualidade mínima (humidade abaixo de 7%, impurezas abaixo de 3%) e organizar a produção em volume suficiente para ser interessante para os exportadores.

Para produtores de Nampula e Cabo Delgado, o caminho mais rápido é filiarem-se a uma cooperativa com ligação a exportadores activos na região do porto de Nacala. Para produtores de Gaza e Inhambane, contactar directamente o centro de Chonguene para perceber os termos de compra e as exigências de qualidade do parceiro chinês.

Medir a humidade do lote actual com um medidor portátil e comparar com o requisito de 6 a 7%. Se estiver dentro do requisito, contactar o exportador mais próximo com uma amostra de 1 kg para avaliação.